Expo 2011
Ápice Academia

Feche o pacote sem levar calote


Fazer parte de uma comissão de formatura não é tarefa fácil. Representar vontades, desejos, anseios e sonhos de uma turma requer o envolvimento de pessoas centradas, responsáveis e dispostas a trabalhar muito, sem ter benefícios em troca. Às vezes o “calote” pode vir por parte da própria comissão ou através das empresas prestadoras de serviços. Na hora das escolhas de ambas as partes é preciso ter cautela.

O Guia Formandos conversou com Cláudio Paiva, responsável pelo Nobre’s Cerimonial. Ele é experiente quando o assunto é orientar comissões para que não caiam no famoso “conto do vigário.” Para Cláudio, avaliar as referências da empresa, comparar serviços ou produtos antes de fechar o contrato é muito importante.

“O mercado mudou. A quantidade de instituições de ensino superior cresce cada vez mais. Tudo isso contribuiu para o surgimento de novas empresas do segmento de formatura no mercado local. É preciso avaliar a empresa antes de contratar. Procurar saber quantas e quais as formaturas ela realizou recentemente, afinal, hoje em dia, qualquer pessoa se acha capaz de prestar um serviço de cerimonial, sem nenhuma noção do que essa profissão representa, sem cursos, livros, palestras, etc”, disse. Ele acrescenta que ser cerimonialista não é igual a ser organizador de eventos, embora seja possível exercer as duas funções.

O profissional alerta para que os alunos fiquem atento às informações equivocadas divulgadas através de revistas, sites de relacionamentos, emails e periódicos, sem credibilidade alguma, e que induzem a fechar contratos ilusórios por preços irrisórios. “Seja exigente com a fonte”, aconselha.
Outra dica salutar é que o preço não é o mais importante, o que precisa ser levado em consideração é o que a empresa em questão tem a oferecer. No caso de dúvidas, o ideal é que a comissão vá ao PROCON e veja se existe algum processo no nome da empresa ou verifique se é cadastrada no Comitê Nacional de Cerimonial Público.

As comissões não precisam ser gigantescas, é o que orienta o cerimonialista, que
cita de cinco a sete como o número ideal de representantes da turma. Hoje, no Brasil existem empresas que tomam conta do dinheiro e que até emitem o boleto de formatura desde o primeiro ano de aula. No entanto, “é mais seguro o dinheiro ficar na responsabilidade da comissão em uma conta não-solidária, já que a equipe precisa de mais de uma pessoa para efetuar qualquer saque. Aconselho que sejam de duas a três pessoas”, ressalta.

Para Walter Barbalho, integrante de uma comissão de formatura do curso de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que teve os gastos próximos do valor de R$ 200 mil reais, dividir tarefas é algo importante e que não pode ser deixado de lado. “No início nós éramos 14. Da metade para o final restaram apenas seis, que realmente ficaram engajados em resolver e organizar a formatura”, explica o jovem que garante que os demais saíram por não terem tempo de se dedicar.

Com relação aos problemas com empresas não cumprirem o que prometem, esse realmente não foi um problema enfrentado pela turma. “Nós tivemos o cuidado ao verificar experiências de comissões passadas, e sempre procurar as empresas que deram certo. Outro ponto importante foi que o nosso cerimonialista sempre nos deu a chance de verificar in loco os serviços e produtos das empresas, seja nas formaturas ou até mesmo nos workshops organizados pelo Nobre’s Cerimonial”, esclarece.

Na opinião de Walter, a melhor opção para não levar calote é contratar um cerimonial respeitado e competente, porque são estes profissionais que irão orientar as futuras contratações, do que é melhor, do que é bom e que realiza um trabalho legal. O jovem ainda reforça que o melhor é conhecer pessoalmente os serviços a serem contratados.

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